Envelhecimento não é mais exceção, é regra

Atualizado: 10 de fev.


Tivemos uma verdadeira revolução da longevidade nas últimas décadas, podemos confirmar isso no nosso meio, pessoas do nosso convívio chegando aos 80, 90 anos ainda ativos. Os idosos definitivamente saíram dos seus aposentos, passaram a ocupar o seu espaço na sociedade, hoje representam uma fatia considerável do mercado consumidor, empresas vem ao longo do tempo se preparando cada vez mais para atender esse número crescente de consumidor. Empresas relacionadas ao turismo, saúde, lazer, ensino e até mesmo da construção civil, passaram a apostar nesse próspero nicho de marcado.

Segundo fonte do IBGE, em 1940 a exceptiva de vida de uma pessoa que nascesse naquele ano era de 45,5 anos, diferentemente da criança que nasceu em 2018 com uma expectativa de 76,3 anos, ganhamos 30,8 anos de vida de 1940 até hoje, sendo que de 2017 para 2018 tivemos um acréscimo de 3 meses e 4 dias.

Estudos mostram que alguns fatores foram responsáveis diretamente para esse comprovado aumento na expectativa de vida. Em primeiro lugar está o saneamento básico, na sua falta, as pessoas passam a ter contato direto com águas insalubres e contaminadas, onde são transmitidas uma enormidade de doenças que irão interferir de maneira direta na saúde dessas populações menos assistidas. Em segundo lugar está o melhoramento da saúde como um todo, hospitais com uma melhor estrutura para receber o paciente, com controles sanitários, melhoria tecnológica dos aparelhos, evolução da medicina e uma melhor preparação dos médicos, remédios mais potentes e direcionados para aquela doença, entre outros inúmeros ganhos que obtivemos. Informação, esse é o terceiro motivo alegado pelos estudiosos da área para esse aumento significativo da longevidade. Um número cada vez maior de pessoas recebe e busca informação sobre o que é preciso fazer para que se tenha uma vida saudável e ativa. Até pouco a hipertensão era uma doença desconhecida, passamos a ser alertados para a necessidade de diversos exames que podem diagnosticar o problema e ser tratado a tempo, passamos a nos informar sobre quais alimentos são mais saudáveis e quais exercícios são os mais recomendados para entrarmos na velhice com mais autonomia e independência.

Para isso, precisaremos muito mais da nossa saúde, será de suma importância para o nosso envelhecimento ativo estarmos atentos aos nossos relacionamentos sociais e familiares, as atividades físicas, recreativas, culturais, artísticas e mais do que nunca, o financeiro.

Certamente estamos vivendo mais, mas estamos vivendo melhor?

O que fazer para que uma vida longa valha a pena?

Estes e outros questionamentos serão tratados sobre vários pontos de vista aqui na UNIDOSO, fique atento e acompanhe as próximas matérias.


Evandro Coelho Colen




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